meta content='WhereTheLightIsBlog' property='fb:admins'/> Where The Light Is - Por Gabriela Cubayachi

26 maio 2015

Sobre começar de novo



Outro dia, uma leitora entrou em contato comigo e compartilhou um pouquinho da vida dela. Disse que estava desanimada, sem dinheiro, sem trabalhar na área na qual se formou e se sentindo perdida na vida, com receio de começar de novo com 24 anos. Por isso, ela sugeriu que eu falasse aqui no blog um pouco sobre como dar a volta por cima e recomeçar na vida. Foi aí que eu senti como se tivesse levado um tapa de realidade, porque eu mesma não sabia a resposta. Então comecei a pensar nos meus amigos, nos amigos dos meus amigos e, por fim, na nossa geração... E percebi que quase todos nós estamos nos sentindo assim e que o problema em questão talvez nem seja o fato de estarmos perdidos, mas sim de pensarmos que somos os únicos. Meus amigos que moram por aqui estão tristes porque querem ir embora e fazer um intercâmbio, enquanto meus amigos que estão fazendo intercâmbio me mandam mensagens dizendo que estão se sentindo sozinhos e com saudade de casa. Quem tem um bom emprego e ganha bem, reclama que passa a maior parte do tempo trabalhando e resolvendo problemas, sem poder aproveitar a vida... Enquanto quem aparentemente tem o tempo de aproveitar, não tem o dinheiro ou a companhia. Quando nós nos encontramos pra conversar, colocamos pra fora as dúvidas, inseguranças, vontades, planos e sonhos que jogamos dentro da gaveta e trancamos com tanto cuidado durante a semana... E aí pronto, percebo que estamos no mesmo barco, mesmo que nossos problemas não sejam exatamente os mesmos. Acho que toda a frustração acontece porque crescemos com uma imagem na cabeça de que quando ficarmos mais velhos, vamos saber lidar com os problemas, mas quando isso realmente acontece e entramos na fase adulta, percebemos que não é bem assim. Olhamos para os mais velhos e finalmente conseguimos entender o lado deles em todas as situações... E isso nos assusta. De repente, todas as possibilidades são substituídas pelo peso da realidade e do mundo constantemente nos dizendo "não". Você não pode ser "médico ou advogado ou veterinário", precisa escolher um emprego só. Você não vai viajar o mundo inteiro, porque pra isso é preciso um bom emprego que só lhe da 30 dias de férias por ano. Você não pode ganhar menos do que pagou pela sua educação, mesmo que o governo não ligue muito pra isso. Você não pode se dar ao luxo de começar de novo simplesmente porque não está feliz com a sua vida. O mundo gira e o sistema não para por sua causa. Não, não e não. E aí vem uma realidade ainda mais esmagadora: daqui alguns anos, todos nós vamos estar mortos. Pode parecer mórbido pensar assim, mas não é. É apenas a verdade. A vida é curta, passa rápido e cada um de nós só tem uma. O Steve Jobs dizia que lembrar que nós vamos morrer é a melhor maneira de evitar cair naquela armadilha de pensar que temos algo a perder... E eu não poderia concordar mais. No final das contas, nós não temos nada a não ser a nossa vida e o nosso tempo, então por que gastá-lo com coisas passageiras? E quando digo coisas passageiras, digo qualquer coisa que não te faça feliz ou que não valha o seu tempo. Vale mesmo trabalhar sem parar só pra comprar aquele celular novo ou aquele carro que todo mundo vai querer também? Ou puxar o tapete dos outros só pra conseguir o melhor cargo no emprego? Vale passar a vida inteira fazendo algo que você não gosta, só porque você deveria ter escolhido algo diferente há anos? Eu acho que não. Eu acho que o tempo vai passar de qualquer forma, então por que não começar agora, mesmo que pareça tarde? Nossa cultura é moldada para o ter, não para o ser... Mas a nossa natureza não. Nós precisamos ser mais. Mais livres, mais felizes, mais vivos. O mundo está o tempo inteiro me dizendo que ser bem sucedido na vida é ter o cargo mais alto da empresa, uma casa e um carro, ou que existe um caminho único para seguir. E, mais do que isso, está fazendo com que eu me sinta errada por não concordar e por achar que não é grande vantagem ganhar a vida perdendo a vida. Nós não podemos ter tudo, mas podemos escolher o que vale à pena e inverter a balança se necessário. Eu quero trabalhar com várias coisas diferentes na minha vida. Quero ter a capacidade de ver além do que é mostrado pra mim e de ter um mundo de possibilidades hoje, amanhã e quando eu tiver 80 anos e pensar em fazer algo novo que ainda me dê frio na barriga, porque isso não é errado. Não é fácil viver dentro do sistema, mas acho que é mais difícil ainda quando você precisa sair e todos continuam puxando você de volta. Não é fácil descobrir que é preciso recomeçar pra ir atrás do que te faz feliz, mas é mais difícil ainda ficar parado e se conformar que "não da mais". Nós temos a terrível mania de achar que começar de novo, significa começar do zero... Mas isso não é verdade. Começar de novo é uma benção. Uma chance. Uma possibilidade que, infelizmente, não é todo mundo que tem. É poder continuar depois que tudo deu errado, e o que pode ser melhor que isso? O curso que você detesta, o emprego que você perdeu, o relacionamento que acabou... Não importa se você tem 24, ou 70 ou 90 anos, enquanto você puder começar de novo, significa que você tem novas possibilidades, novas chances. Significa que você está vivo e, mais do que isso, que pode viver. E caramba, o que pode ser melhor do que isso?

"Não faça isso. Não vá para esse trabalho que você odeia. Faça algo de que goste hoje. Ande de montanha-russa. Nade pelado no mar. Vá para o aeroporto e pegue o próximo vôo para qualquer lugar apenas por diversão. Gire um globo terrestre, pare-o com o dedo e, em seguida, planeje uma viagem para aquele lugar. Mesmo que seja no meio do oceano, você poderá ir de barco. Coma alguma comida exótica da qual nunca ouviu falar. Pare um estranho e peça a ele para lhe explicar em detalhes seus maiores medos, suas esperanças e aspirações secretas, e em seguida diga-lhe que você se importa. Porque ele é um ser humano. Sente-se na calçada e faça desenhos com giz colorido. Feche os olhos e tente ver o mundo com seu nariz — permita que o olfato seja a sua visão. Ponha o sono em dia. Ligue para um velho amigo que você não vê há anos. Arregace as pernas da calça e entre no mar. Assista a um filme estrangeiro. Alimente esquilos. Faça alguma coisa! Qualquer coisa! Porque você inicia uma revolução, uma decisão de cada vez, toda vez que respira. Só não volte para aquele lugar miserável para onde vai todos os dias. Mostre-me que é possível ser adulto e também ser feliz. Por favor." (Perdão, Leonard Peacock - Matthew Quick) 

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"Just keep me where the light is." 

22 maio 2015

The Perks Of Being a Wallflower (Stephen Chbosky)





Hoje é dia de resenha literária lá no E aí Beleza, YES! Decidi falar sobre um dos meus livros favoritos: The Perks Of Being a Wallflower (As Vantagens de Ser Invisível). Li esse livro ano passado, mas como não tinha falado sobre ele até hoje por aqui, achei mais do que válido fazer uma resenha com a minha opinião.

Para ler o post completo, é só clicar aqui. Espero muito que gostem e que estejam acompanhando todos os meus posts e resenhas lá no blog da Kah, que é um dos meus favoritos! <3




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16 maio 2015

Literatura: Objetos Cortantes (Gillian Flynn)


Objetos Cortantes entrou na minha lista de leitura desde o momento que eu fechei Garota Exemplar (tem resenha aqui e comparação com o filme aqui). Primeiro, porque eu fiquei apaixonada pela escrita da Gillian Flynn e também porque essa foi a primeira obra publicada por ela. Fiquei muito feliz quando a Intrínseca anunciou o lançamento desse livro e hoje eu vim compartilhar com vocês a minha opinião sobre ele!

Autora: Gillian Flynn | Editora: Intrínseca | Páginas: 254
Esta resenha NÃO tem spoilers!

Objetos Cortantes é narrado do ponto de vista de Camille Preaker, uma jornalista que trabalha como repórter investigativa em um jornal decadente de Chicago, o Daily Post. Quando dois casos de assassinato envolvendo duas garotinhas acontecem na pequena cidade de Wind Gap, no Missouri, o chefe de Camille pede para que ela vá até lá fazer a cobertura. O único problema é que essa não só é a cidade onde ela nasceu e cresceu, como também o lugar onde ela guarda suas memórias mais sombrias. Estar em Wind Gap não significa apenas lidar com o caso policial ou com sua família complicada, significa lidar com ela mesma... E Camille não sabe se consegue fazer isso.

Atormentados pelos assassinatos e certos de que o assassino em série ainda está na cidade, os moradores da pequena Wind Gap vivem um momento de medo e tensão. Enquanto tenta descobrir pistas e entender melhor a situação, Camille inevitavelmente reencontra pessoas, memórias e sentimentos que, aos poucos, vão fazendo com que nós entendamos melhor o porquê de ela ser como é. Mais e mais, percebemos que os pequenos fragmentos do seu passado formam a sua personalidade complexa e justificam seus problemas psicológicos.

Mais uma vez, a Gillian Flynn me deixou boquiaberta. A autora prometeu um thriller psicológico, mas entregou muito mais do que isso. Fica difícil acreditar que Objetos Cortantes foi a sua primeira obra. Escrita madura, personagens desenvolvidos com profundidade e enredo bem amarrado são apenas algumas das características desse livro, que prende a nossa atenção do começo ao fim.

Uma coisa que eu aprendi com Objetos Cortantes e Garota Exemplar, é que não importa o quanto eu tente descobrir o desfecho da história, eu simplesmente não vou acertar. E quando digo acertar, não falo somente de quem é o culpado dos crimes ou como as coisas aconteceram, mas também dos motivos, das escolhas dos personagens e das atitudes em relação a tudo isso. E posso dizer uma coisa? Isso é o que eu mais amo na escrita dela. Amo os elementos surpresa, amo as reviravoltas e amo mais ainda o fato de que nós fechamos o livro com a sensação de que tudo fez sentido, mesmo que seja algo absurdo, simplesmente porque nós passamos a entender como os personagens pensam, sentem e agem. Ela escreve personagens cheios de falhas, peculiaridades, inseguranças e pensamentos sombrios, doentes, duvidosos... Isto é: personagens que por mais distorcidos que sejam, representam nada mais e nada menos do que nós, seres humanos.




Não preciso nem dizer que indico esse livro, certo? Se você gosta não só de gênero policial, mas também de psicologia, é quase uma leitura obrigatória, hehe! Depois de Garota Exemplar, eu tinha traçado uma meta de ler todos os livros da Gillian Flynn... E Objetos Cortantes só veio para reforçar ainda mais isso. O próximo da lista é Lugares Escuros, que além de ser publicado pela Intrínseca e já estar em pré-venda, também vai estrear no cinema mês que vem! <3


Vocês já lerem ou tem vontade de ler algum livro da Gillian Flynn? 




Saiba onde comprar Objetos Cortantes clicando aqui.


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09 maio 2015

Book Club: 10 capas que eu amo!


Ontem foi dia de post do projeto Book Club por aqui! Infelizmente, o Youtube não estava colaborando muito e eu só consegui subir o vídeo hoje, mas antes tarde do que nunca, né? Dessa vez, nós decidimos falar sobre capas de livros que a gente gosta! Escolhi fazer um top 10, mas já adianto que foi bem difícil fazer essa seleção, hehe!

             

Espero que gostem do vídeo! Não se esqueçam de inscreverem-se no canal, assim vocês recebem um aviso toda vez que eu postar algum vídeo novo por lá! <3


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06 maio 2015

Presente: Charm da coleção Cinderela para Vivara Life

Confesso que eu já tinha tentado construir uma pulseira personalizada várias vezes, desde que vi no filme Antes Que Termine o Dia, hehe. Lembro que me apaixonei pela ideia, mas era bem difícil encontrar pingentes do jeito que eu queria... E aí, depois de muitos anos, eis que começou a moda das pulseiras com charms personalizados e eu acabei ganhando uma da minha mãe. Eu simplesmente amo essa ideia de não só colecionar as jóias, mas principalmente de colecionar momentos especiais!

A minha pulseira é da Pandora, assim como os dois primeiros charms que ganhei: uma tartaruga (que minha mãe me deu de presente em Barbados, depois que nadamos com as tartarugas marinhas) e uma câmera fotográfica! No meu aniversário deste ano, ganhei outro charm de presente, dessa vez da minha irmã: um castelo da coleção Cinderela para Vivara Life!




Essa coleção é muito, muito linda! Ela foi lançada em parceria com a Disney, por causa do novo filme da Cinderela. São 14 charms supeeeeer fofos entre R$100 e R$150. Eles são feitos em prata 925 esmaltada e tem a inscrição da Cinderela e da Disney.



Minha irmã me deu de presente o castelo da Cinderela, que não só foi o charm da coleção que eu mais amei, como também tem um significado muito especial pra nós. Desde que eu ganhei minha pulseira, sabia que ia querer um charm que representasse minha viagem pra Disneyworld. Para quem não sabe, cada Disney no mundo tem o castelo de uma princesa diferente... E o de Orlando é o castelo da Cinderela, que fica no Magic Kingdom, então não teria como o charm ser mais perfeito, já que ele é uma miniatura igualzinha ao castelo original. Tem como não amar?


Estou muito, muito, muito apaixonada por esse charm! Infelizmente, o castelo está esgotando super rápido (inclusive, minha irmã precisou reservar em duas lojas diferentes da Vivara, já que ela comprou um pra ela também), por isso corram, hehe! Ele serviu direitinho na minha pulseira Pandora, assim como o sapatinho de cristal que minha irmã comprou também. Acredito que a coleção inteira sirva, mas mesmo assim eu acho aconselhável experimentar.

Você também pode encontrar a coleção na loja online da Vivara, clicando aqui.



Obrigada mais uma vez pelo presente lindo, Milly! Eu amei demais, você é uma phopha!

E aí, vocês gostaram? O que acham dessas pulseiras personalizadas? <3

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