meta content='WhereTheLightIsBlog' property='fb:admins'/> Where The Light Is - Por Gabriela Cubayachi

18 janeiro 2017

Literatura: O Diário de Bridget Jones (Helen Fielding)

Eba! A segunda resenha literária de 2017 está no ar, hihi. Hoje vim falar de "O Diário de Bridget Jones", que provavelmente é um dos chicklits mais famosos de todos os tempos, né? :D

Autora: Helen Fielding | Editora: Paralela | Páginas: 287
Esta resenha NÃO tem spoilers!



Bridget mora em Londres, tem um emprego que não gosta, nenhum relacionamento amoroso e ainda por cima consome uma quantidade absurda de cigarros, calorias e pensamentos negativos todos os dias! Com 30 anos e sentindo uma enorme pressão por parte dos familiares e amigos, ela decide mudar tudo isso e traça várias metas e objetivos em seu diário, além de registrar tudo que acontece durante seu ano. O livro em si, como o próprio título já sugere, é o diário da Bridget. 

Preciso confessar pra vocês que nunca assisti aos filmes dessa série, apesar de ela ser bem famosa, por isso amei quando vi que a Paralela ia relançar todos nessas edições lindas comemorativas! Também não tenho muito costume de ler chicklits, então foi uma mudança bem legal, afinal, é sempre bom ler algo leve e divertido para intercalar com leituras mais pesadas, né?

Não quero falar muito do livro para não dar spoilers, mas preciso dizer que teve muitas coisas nele que me incomodaram de uma maneira boa. Como assim?! Vários personagens nesse enredo são bem problemáticos, como a mãe dela, Daniel e bem... a própria Bridget! São muitas atitudes absurdas que foram colocadas no livro propositalmente pela autora para que, mesmo tratando-se de um chicklit, nós paremos para pensar. Confesso que no começo fiquei com certo receio, pensando "como essas pessoas podem pensar desse jeito e ter essas atitudes?", mas fiquei aliviada quando vi que essa era exatamente a intenção da autora, hehe.


Bridget é engraçada com seu jeito totalmente desastroso e humano, cheia das neuras, inseguranças e ansiedade. Sinto que nesse livro não houve um grande desenvolvimento dela, sabem? Mas tratando-se de uma série, acredito que ainda exista bastante espaço para ela crescer e amadurecer em vários quesitos. Também senti que existia muito potencial para determinados assuntos que não foram totalmente explorados, como a questão do feminismo, por exemplo. A Sharon - uma das melhores amigas da Bridget que é feminista - pra mim era sem dúvida a melhor personagem pelo seu jeito de pensar e por fazer críticas construtivas em relações a personagens e situações que eu também não concordava, mas senti que ela poderia ter ganhado mais destaque e ensinado muita coisa à Bridget que acabou passando (pelo menos nesse primeiro volume). 


Essa leitura é bem rápida, leve e divertida! Me deu até vontade de ler mais livros desse gênero e, claro, ler o restante dos livros da série para saber o que vai acontecer na vida dessa doida! :D Inclusive, o final nos deixa com aquele gostinho de quero mais! Os outros são "Bridget Jones - No Limite da Razão" e "O Bebê de Bridget Jones" (que inclusive ganhou uma adaptação cinematográfica ano passado). Pretendo ler todos e ir postando aqui pra vocês!


Onde comprar: Submarino | Americanas | Shoptime


* Isto não é um publieditorial. Recebi esse livro da editora para que eu pudesse dar minha opinião real e sincera sobre ele, como faço em todas as minhas resenhas.
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12 janeiro 2017

Literatura: Tá todo mundo mal (Jout Jout)


Gente, estou com tantos livros legais pra indicar pra vocês aqui no blog, que acho que Janeiro vai ser um dos meses mais lotados de resenha, hehe! O primeiro que eu escolhi foi "Tá todo mundo mal", da Jout Jout! YAY!

Autora: Jout Jout | Editora: Companhia das Letras | Páginas: 196


Acho que a maioria já ouviu falar na Jout Jout, né? Ela é jornalista e tem um canal no Youtube chamado Jout Jout, Prazer, que ganhou destaque depois que ela postou este vídeo falando sobre relacionamentos abusivos (aliás, se você não assistiu, recomendo!). Apesar de não acompanhar sempre, eu gosto muito dos vídeos da Jout Jout porque ela não tem receio de falar sobre assuntos que são considerados tabus na nossa sociedade e que DEVEM ser discutidos, além de ser bem gente como a gente, sabe? E essas características estão muito presentes no livro!

"Tá todo mundo mal" tem uma proposta bem diferente e legal: falar sobre crises. Isso mesmo: crises! Crises relacionadas a família, amizades, relacionamentos, profissão, estética e por aí vai. São situações que, apesar de específicas da vida dela, poderiam acontecer com qualquer um de nós... E você sente como se estivesse lendo o diário de uma amiga ou conversando com alguém despretensiosamente em uma mesa de bar. Cada capítulo é uma crise diferente e, por serem curtinhas no geral, você acaba devorando o livro todo em apenas algumas horas, hehe!


Gostei muito de como o humor está presente, mas ao mesmo tempo ela nos mostra o lado vulnerável e humano dela. Alguns capítulos realmente fazem a gente pensar. Sabe quando você conversa com alguém que passou por uma situação parecida com a sua, mas que lidou de forma totalmente diferente? Ou quando você aprende a se colocar no lugar de alguém, mesmo nunca tendo vivenciado aquilo? Isso é mais ou menos o que acontece nessa leitura. Me identifiquei com algumas coisas, e com as quais eu não me identifiquei, eu pelo menos conheci um ponto de vista diferente sobre o assunto.


Ah! Preciso comentar também sobre o livro em si, que tem uma diagramação toda linda e é super caprichadinho. Dou muito valor pra esse cuidado das editoras porque sinto que deixa a leitura mais gostosa ainda. Esse livro é bem leve, flui muito e é perfeito pra ler nas férias, na piscina ou pra desestressar no final do dia e perceber que você não é a única pessoa que passa por esses tipos de crise, hehe! 



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09 janeiro 2017

Londres: Conhecendo a Tardis (Doctor Who)


Finalmente tomei coragem para continuar os posts da viagem que fiz ano passado pra Europa, yaaaaaay! Foram muuuuitos lugares e eu tenho tantas fotos que confesso que fico um pouco perdida, mas prometo que vou postando as coisas mais legais por aqui! Mas enfim, uma das coisas que eu queria muito ver em Londres era a Tardis, da série Doctor Who... Então imaginem a minha felicidade quando eu soube que ela ficava exatamente em frente à minha estação de metro?! Hehe! Mesmo sabendo disso, ainda lembro certinho do momento em que eu saí da estação pela primeira vez e vi essa demonha na minha frente! Obviamente ela é só uma cabine policial (hmmmm, ou será que não?) e não da pra entrar, mas é linda, linda, linda! Eu não sou uma pessoa madura pra esse tipo de coisa, gente... Então todos os dias eu tirava um milhão de fotos com a Tardis, abraçava, dava oi, dava tchau, bom dia, boa noite e tudo mais :D Também adorava ver os whovians do mundo todo parando pra tirar foto e surtar com ela, hehe. A Tardis marcou demais a viagem e é claaaaro que eu aproveitei pra tirar umas fotos com a câmera e postar aqui, olhem só!



Se alguém aí estiver com viagem marcada pra Londres e quiser ver essa linda, ela fica bem na saída da Earl's Court Station, em frente ao Pret A Manger, não tem erro! :) Allons-y, Alonso!

Para ver todos os posts de viagem do blog, clique aqui.

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06 janeiro 2017

Sobre amor próprio


De todas as coisas que eu aprendi em 2016 e de todas as mudanças que eu sofri, eu diria que aprender a me amar foi a melhor coisa que aconteceu. Estive conversando muito sobre isso com meus amigos nos últimos tempos, e é engraçado como a gente só percebe certas coisas quando nos pegamos falando sobre elas em uma mesa de bar ou naquelas conversas sem filtro da madrugada. No meu caso, cheguei até a me assustar quando percebi que eu finalmente estou em paz comigo mesma. É claro que isso não quer dizer que eu seja totalmente segura de tudo o tempo inteiro e ache que absolutamente tudo em mim é perfeito. Na verdade, só quer dizer que eu aprendi a conviver comigo mesma, com as coisas boas e as ruins. Aprendi a me libertar de milhares de neuras e inseguranças, a confiar mais em mim e a valorizar o fato de que eu estou fazendo o melhor que eu posso. E que tudo bem. Tudo bem se eu não estiver com a minha vida inteira planejada, tudo bem ter dúvidas e sentir inseguranças. Acho que o que eu tive que fazer foi perceber que caramba, eu sou humana, e que eu não posso me cobrar tanto o tempo inteiro. Não posso deixar o mundo cobrar de mim a perfeição, quando eu não nasci pra ser perfeita. Não nasci pra construir um estilo de vida que a sociedade dita pra mim. Não nasci pra agradar ninguém sendo alguém que eu não quero ser. Não nasci pra cumprir uma lista de coisas que eu não quero fazer, dentro de um prazo que não foi estipulado por mim. Eu acho que chegou um momento em que eu simplesmente cansei dessa maratona em que a gente está sempre comparando a nossa vida com a vida dos outros e chegando a conclusão de que estamos perdendo, quando na verdade não deveríamos nem estar competindo. Cada pessoa tem seu próprio tempo, seus próprios sonhos, sua própria beleza... E eu me sinto grata por ter acordado pra isso, por nadar contra corrente e perguntar pra mim mesma: ei, espera aí, o que você quer? Porque é isso que importa. Ano passado foi o ano em que eu parei de correr e aprendi a respirar, olhar pra mim mesma e me entender. E foi meio assustador ver que eu estava correndo atrás de sonhos que eu nem queria mais. Que estava presa a sentimentos que já não tinham tanta importância. Que vivia mais dentro da ideia de quem eu era, do que dentro de quem eu realmente era. E vou dizer pra vocês... Não existe liberdade maior do que arrancar todas essas coisas ruins de dentro da gente e dizer "chega!", e de se sentir em casa dentro do próprio corpo, na sua própria alma. Eu estou curtindo cada pedacinho dessa liberdade, porque quando a gente é livre, não existem limites. Quando a gente deixa de se definir ou de ser definido pelos outros, um mundo inteiro de possibilidades se abre. E é lindo. É lindo mudar, é lindo crescer, é lindo deixar pra trás o que incomoda a gente e saber que podemos ser uma pessoa nova a qualquer momento. Mudamos nossos hábitos, nossos pensamentos, nossos planos, nossos sonhos... E tudo bem, porque quando a gente se conhece, se ama e somos verdadeiros com nós mesmos, nossa essência permanece ali, onde sempre esteve. Vou continuar errando e tendo milhares de defeitos, mas a diferença é que agora eu sei que eu tenho a capacidade de ser alguém melhor... E posso levar o tempo que for preciso pra isso. Não tenho mais pressa pra ser isso ou aquilo, porque tudo que eu sou está no aqui e no agora... E é completo, é suficiente. Eu sou suficiente. E caramba... como é bom saber que somos suficientes. Precisamos parar de pensar que nossos sonhos, planos, amigos e amores vão completar a gente, e que só vamos ser felizes quando atingirmos tal objetivo... Porque a verdade é que nós não devemos ter uma linha de chegada. Não devemos ter uma lista e perder nossa vida no processo de completá-la. Eu tenho milhares de sonhos, e não vou esperar realizá-los pra ser feliz. Pelo contrário, quero ser feliz aqui e agora... E eu finalmente percebi que tenho tudo que eu preciso pra ser feliz bem aqui, dentro de mim. Precisamos nos amar, pra aprender a não aceitar qualquer tipo de amor. Precisamos nos respeitar, pra exigir respeito de volta. Precisamos nos conhecer, pra não deixar o mundo ditar quem a gente tem que ser. Precisamos estar de bem com nós mesmos, pra ficarmos de bem com os outros. Precisamos ser completos, pra podermos transbordar. E como é bom transbordar... Como é bom ter sentimentos e energia de sobra pra, aí sim: nossos sonhos, planos, amigos e amores. Ainda estou me acostumando a esse novo sentimento chamado amor próprio. Estou tirando todo o peso de dentro de mim e jogando fora tudo aquilo que não tem a ver comigo. Estou finalmente aprendendo cada vez mais a amar quem eu sou e não me preocupar com quem eu fui ou vou ser. Tudo que eu preciso está aqui... e pela primeira vez em muito tempo é suficiente.

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04 janeiro 2017

Oi, 2017!



Não poderia começar 2017 sem antes falar um pouco de 2016. Porque caramba... Se tem um ano que merece um post aqui no blog, é esse: 2016. O ano que mudou minha vida. Lembro de quem eu era há um ano e não consigo nem explicar o quanto eu mudei. Não foi uma coisinha aqui ou ali, foi algo surreal. 2016 foi o ano em que alguns dos meus maiores medos se tornaram reais, mas alguns dos meus maiores sonhos também. Foi o ano que eu senti uma dor que nunca pensei que fosse sentir, que pensei que fosse morrer umas milhares de vezes, mas também foi o ano mais feliz e maravilhoso da minha vida, que eu ri até o ar faltar e agradeci um milhão de vezes por estar viva. Sabe quando as pessoas dizem que toda tempestade vem por um motivo? Pois bem... 2016 foi isso pra mim: uma tempestade. Daquelas que deixa a gente sem ar, que faz a gente se perguntar se vamos realmente sobreviver... E que no fim lavam a nossa alma de uma forma tão grandiosa, que sentimos como se estivéssemos nascendo outra vez. E eu nasci. Umas milhares de vezes, se quer saber. Tive experiências que jamais imaginei ter e sinto que tirei tudo que consegui de cada uma delas. Me apaixonei por momentos, por lugares, por pessoas, por mim mesma, pela vida. Coloquei o pé nesse mundo e caramba, vi e vivi umas mil vidas diferentes no processo. Foi um ano de tantos contrastes, que chega até a ser engraçado... E posso dizer uma coisa? Eu amei isso. Amei perceber a quantidade imensa de possibilidades que esperam a gente quando simplesmente nos jogamos na vida. Quando deixamos de nos definir, quando paramos de pensar que só podemos ser isso ou aquilo. Aprendi a balancear as coisas, a equilibrar minhas escolhas e a viver tudo que eu puder viver, enquanto eu puder viver. E olha, eu até pensei em fazer um post de retrospectiva de 2016, mas tem tanta, tanta, tanta coisa pra falar, que nem adianta tentar resumir de uma vez só. Em vez disso, vou postando por aqui conforme for dando na telha, que tal? Também pensei em fazer um post com as minhas metas e desejos pra 2017, e cheguei até a sentar na minha escrivaninha, abrir meu caderno novo e encarar as páginas em branco... Mas pra ser sincera, não tenho desejado muita coisa. É claro que continuo cheia de sonhos (isso é o que não falta!), tenho vários planos pro próximo ano e me sinto totalmente inspirada pra começar... Mas depois de 2016, percebi que as coisas raramente saem como o planejado. Olhei minha lista do ano passado e me assustei ao perceber que não só realizei, como também superei tudo que eu queria pro meu ano. E o melhor de tudo é que eu estava tão ocupada vivendo tudo isso, que só me dei conta agora do quanto as coisas foram muito melhores do que eu jamais poderia ter planejado. Então é isso. Não vou me prender a metas. Vou simplesmente viver e lutar pelas coisas que eu quero, com muita força de vontade e gratidão no lugar de expectativas. E desejo o mesmo pra vocês. Espero que tenham um 2017 maravilhoso! <3

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