meta content='WhereTheLightIsBlog' property='fb:admins'/> Where The Light Is - Por Gabriela Cubayachi: Perdão, Leonard Peacock (Matthew Quick)

22 janeiro 2015

Perdão, Leonard Peacock (Matthew Quick)



Hoje vim resenhar pra vocês um dos meus livros favoritos de 2015 até agora: Perdão, Leonard Peacock, do Matthew Quick.
 Fazia muuuuuito tempo que esse livro estava na minha lista de leitura e eu sempre acaba folheando nas livrarias. Foi o primeiro e único livro que eu li do autor, mas agora já quero ler mais!

Autor: Matthew Quick | Editora: Intrínseca | Páginas: 223

Esta resenha literária NÃO contém spoilers!

Hoje é o aniversário de 18 anos de Leonard Peacock e, como presente de aniversário, ele decide que primeiro vai matar Asher Beal, seu ex melhor amigo, e depois vai atirar em si mesmo. Antes de fazer isso, Leonard decide entregar um presente para cada um dos seus amigos, como uma forma de se despedir e de deixar claro que absolutamente nada do que irá acontecer é culpa deles. Ao longo do livro, podemos ver melhor qual a relação que ele tem com cada uma dessas pessoas, um pouco da sua vida, sua visão do mundo e, principalmente, os motivos pelos quais ele decide cometer o tão aguardado homicídio-suicídio que ele tanto planeja.

Como vocês podem perceber, o tema do livro é bem pesado e a proposta é um tanto corajosa, mas o autor conseguiu transformar a leitura em algo muito leve. O Leo tem uma visão única do mundo, um certo humor negro e uma personalidade cativante, o que faz com que seja bem fácil gostar dele e se envolver com a leitura. É muito interessante entrar na cabeça de um garoto com tantos problemas psicológicos e ver como ele lida com a depressão, como ele enxerga o mundo e como as atitudes das pessoas, por menor que sejam, influenciam suas escolhas.










Uma das coisas que eu mais gostei nesse livro, é que o Leo tem um olhar muito crítico em relação a muita coisa que acontece em sua volta e, principalmente, ao modo como a nossa sociedade vive. Me identifiquei muuuuuito com alguns pensamentos dele, discordei de outros e, dessa forma, senti que esse livro tem uma proposta de fazer a gente pensar mais e enxergar as coisas de formas diferentes.

Nos últimos tempos acabei lendo quatro livros em que os personagens sofrem de depressão sem nem planejar, e achei muito interessante de ver a forma como cada um escolheu lidar com a doença, sabem? Acho que essa riqueza de diversidade e pontos de vista é uma das coisas que eu mais amo em relação à leitura! Mesmo achando os planos do Leonard absurdos, acabei amando o personagem, compartilhando o humor dele, o sofrimento, os pensamentos e, muitas vezes, me peguei torcendo pra que ele conseguisse dar a volta por cima e superasse os problemas. Ao longo da narrativa, você percebe que por trás do sarcasmo, do humor ácido, dos planos loucos, existe um garoto que precisa lidar com toda sua dor sozinho. Inclusive, em vários momentos ele ameaçou desistir dos seus planos simplesmente se alguém lhe desejasse feliz aniversário, por exemplo, o que é realmente triste e só faz a gente pensar ainda mais em como atitudes simples podem mudar não só o dia, mas a vida de alguém.

Gostei muito da escrita do Matthew Quick, os capítulos são curtos, a linguagem é simples e a narrativa é bem envolvente. Li tudo em duas noites, mas se você tiver tempo, consegue ler em um dia, super tranquilo! A única coisa que me incomodou no começo, foi o uso excessivo de notas de rodapé gigantes, mas depois elas acabaram diminuindo e eu acabei acostumando e pegando o ritmo bem rápido. Acho que o livro cumpriu muito bem o papel e acabou me surpreendendo muito, muito mesmo! Virou um dos meus livros favoritos e eu recomendo demais, principalmente pra quem gosta de livros mais críticos.


"- Mato você mais tarde — digo para o sujeito no espelho, e ele apenas sorri de volta, como se mal pudesse esperar." (página 22)

"Estou tentando fazer com que ele saiba o que estou prestes a fazer. Estou torcendo para que ele possa me salvar, apesar de saber que não pode." (página 31)


"A maioria das crianças sai sem nem mesmo fazer contato visual, embora Herr Silverman tente se despedir individualmente de cada um. Isso faz diferença, podem acreditar, mesmo que os superidiotas da minha turma não saibam apreciar.
Houve dias em que Herr Silverman foi a única pessoa a me olhar nos olhos.
A única pessoa durante todo o dia.
É uma coisa simples, mas coisas simples importam." (página 99)

"Pense por si mesmo e faça o que é certo para você, mas permita que os outros façam o mesmo."  (página 93)



 Espero que gostem! 
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4 Comentários

  1. Confesso que nunca tinha ouvido falar desse livro, e achei a proposta da historia do autor bem "ousada" digamos assim, mas pelo que você descreve, parece ser uma ótima leitura!!!!!

    http://simplesmenteassimj.blogspot.com.br/

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    1. Oi Juuuu! É bem ousada meeesmo, mas ele escreveu de uma forma tão leve, que eu amei! Leia simm <3

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  2. Nossa, tema pesado mas me interessei muito. Adoro livros que fazem a gente debater coisas dentro das nossas cabeças, as vezes até sem querer.
    E essa mensagem de que pequenos gestos podem mudar as coisas, me encanta muito.

    Adorei a resenha, Gabi!
    Beijos
    A Mente Transborda
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    1. Oi Jeeeeh!
      Somos duas, então! Amo livros mais críticos assim, e esse tem várias mensagens lindas que a gente pode levar pra vida! <3

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