meta content='WhereTheLightIsBlog' property='fb:admins'/> Where The Light Is - Por Gabriela Cubayachi: Sobre amor próprio

06 janeiro 2017

Sobre amor próprio


De todas as coisas que eu aprendi em 2016 e de todas as mudanças que eu sofri, eu diria que aprender a me amar foi a melhor coisa que aconteceu. Estive conversando muito sobre isso com meus amigos nos últimos tempos, e é engraçado como a gente só percebe certas coisas quando nos pegamos falando sobre elas em uma mesa de bar ou naquelas conversas sem filtro da madrugada. No meu caso, cheguei até a me assustar quando percebi que eu finalmente estou em paz comigo mesma. É claro que isso não quer dizer que eu seja totalmente segura de tudo o tempo inteiro e ache que absolutamente tudo em mim é perfeito. Na verdade, só quer dizer que eu aprendi a conviver comigo mesma, com as coisas boas e as ruins. Aprendi a me libertar de milhares de neuras e inseguranças, a confiar mais em mim e a valorizar o fato de que eu estou fazendo o melhor que eu posso. E que tudo bem. Tudo bem se eu não estiver com a minha vida inteira planejada, tudo bem ter dúvidas e sentir inseguranças. Acho que o que eu tive que fazer foi perceber que caramba, eu sou humana, e que eu não posso me cobrar tanto o tempo inteiro. Não posso deixar o mundo cobrar de mim a perfeição, quando eu não nasci pra ser perfeita. Não nasci pra construir um estilo de vida que a sociedade dita pra mim. Não nasci pra agradar ninguém sendo alguém que eu não quero ser. Não nasci pra cumprir uma lista de coisas que eu não quero fazer, dentro de um prazo que não foi estipulado por mim. Eu acho que chegou um momento em que eu simplesmente cansei dessa maratona em que a gente está sempre comparando a nossa vida com a vida dos outros e chegando a conclusão de que estamos perdendo, quando na verdade não deveríamos nem estar competindo. Cada pessoa tem seu próprio tempo, seus próprios sonhos, sua própria beleza... E eu me sinto grata por ter acordado pra isso, por nadar contra corrente e perguntar pra mim mesma: ei, espera aí, o que você quer? Porque é isso que importa. Ano passado foi o ano em que eu parei de correr e aprendi a respirar, olhar pra mim mesma e me entender. E foi meio assustador ver que eu estava correndo atrás de sonhos que eu nem queria mais. Que estava presa a sentimentos que já não tinham tanta importância. Que vivia mais dentro da ideia de quem eu era, do que dentro de quem eu realmente era. E vou dizer pra vocês... Não existe liberdade maior do que arrancar todas essas coisas ruins de dentro da gente e dizer "chega!", e de se sentir em casa dentro do próprio corpo, na sua própria alma. Eu estou curtindo cada pedacinho dessa liberdade, porque quando a gente é livre, não existem limites. Quando a gente deixa de se definir ou de ser definido pelos outros, um mundo inteiro de possibilidades se abre. E é lindo. É lindo mudar, é lindo crescer, é lindo deixar pra trás o que incomoda a gente e saber que podemos ser uma pessoa nova a qualquer momento. Mudamos nossos hábitos, nossos pensamentos, nossos planos, nossos sonhos... E tudo bem, porque quando a gente se conhece, se ama e somos verdadeiros com nós mesmos, nossa essência permanece ali, onde sempre esteve. Vou continuar errando e tendo milhares de defeitos, mas a diferença é que agora eu sei que eu tenho a capacidade de ser alguém melhor... E posso levar o tempo que for preciso pra isso. Não tenho mais pressa pra ser isso ou aquilo, porque tudo que eu sou está no aqui e no agora... E é completo, é suficiente. Eu sou suficiente. E caramba... como é bom saber que somos suficientes. Precisamos parar de pensar que nossos sonhos, planos, amigos e amores vão completar a gente, e que só vamos ser felizes quando atingirmos tal objetivo... Porque a verdade é que nós não devemos ter uma linha de chegada. Não devemos ter uma lista e perder nossa vida no processo de completá-la. Eu tenho milhares de sonhos, e não vou esperar realizá-los pra ser feliz. Pelo contrário, quero ser feliz aqui e agora... E eu finalmente percebi que tenho tudo que eu preciso pra ser feliz bem aqui, dentro de mim. Precisamos nos amar, pra aprender a não aceitar qualquer tipo de amor. Precisamos nos respeitar, pra exigir respeito de volta. Precisamos nos conhecer, pra não deixar o mundo ditar quem a gente tem que ser. Precisamos estar de bem com nós mesmos, pra ficarmos de bem com os outros. Precisamos ser completos, pra podermos transbordar. E como é bom transbordar... Como é bom ter sentimentos e energia de sobra pra, aí sim: nossos sonhos, planos, amigos e amores. Ainda estou me acostumando a esse novo sentimento chamado amor próprio. Estou tirando todo o peso de dentro de mim e jogando fora tudo aquilo que não tem a ver comigo. Estou finalmente aprendendo cada vez mais a amar quem eu sou e não me preocupar com quem eu fui ou vou ser. Tudo que eu preciso está aqui... e pela primeira vez em muito tempo é suficiente.

Já me acompanha por aí?
YoutubeBloglovin | Instagram | Twitter | Goodreads | Pinterest
    

Comente com o Facebook:

Comente

Postar um comentário

© Where The Light Is - 2016. Todos os direitos reservados. Design e programação: Folks Creative Studio. imagem-logo