meta content='WhereTheLightIsBlog' property='fb:admins'/> Where The Light Is - Por Gabriela Cubayachi: Véspera de Natal e pensamentos aletórios

24 dezembro 2017

Véspera de Natal e pensamentos aletórios


Estou no meu quarto, o sol já foi embora, mas ainda está claro lá fora. É véspera de Natal, e como uma tradição que me segue há exatos 10 anos, estou escutando McFLY e sentindo a mágica no ar. Gosto de dias assim porque sinto que o mundo inteiro - ou pelo menos boa parte dele -, está conectado de alguma forma... Como deveria ser sempre. Nem sei por quê decidi abrir o blog e escrever, já que já tenho escrito muito sobre tudo no meu diário, mas a vontade veio, e não preciso de outro motivo a não ser esse, né? Estive pensando muito sobre o último ano, e nos últimos dois dias estou me sentindo completamente esquisita. Sou o tipo de pessoa que gosta de sentir as coisas na hora em que os sentimentos aparecem. Não gosto de negar, engolir, deixar pra lá, porque sei que a gente só consegue superar as coisas quando encaramos de frente, então por que não encarar de uma vez? E foi exatamente isso que eu fiz durante o ano todo. Senti cada coisinha, boa ou ruim. Talvez tenha sido o ano em que mais me deixei ser vulnerável em toda a minha vida. Parei de lutar contra minha natureza humana e sensitiva, e em vez disso, passei a amá-la. 2017 foi sobre mim, e só agora consigo perceber isso. Foi o ano em que eu aceitei a aventura de me descobrir, e fui fundo nisso. Mexi aqui, ali, cutuquei feridas mal cicatrizadas, tive momentos em que eu me curvei no chão e chorei até não consegui respirar, e quando acabou, me senti leve, me senti eu. A gente tem essa mania boba de achar que tristeza causa um vazio na gente, mas pra mim é o contrário. Tristeza é excesso, é bagagem que por um tempo é sim necessária, mas quando deixa de ser, a gente tem que abandonar. Deixar pra trás. E a sabedoria de saber quando chegou a hora do abandono só vem quando a gente se permite sentir e viver aquilo. Tenho deixado tanta bagagem pra trás. Pessoas, lugares, sentimentos e qualquer coisa que não me faça extremamente feliz. Parei de me justificar, pensar demais. Aprendi que amor próprio é muito mais simples do que a gente faz parecer. É simplesmente querer ser feliz. E eu quero.

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